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Empréstimo para desempregado: como conseguir dinheiro sem tanta burocracia?

Está desempregado e precisando de dinheiro? Veja como conseguir empréstimo mesmo sem renda fixa, tipos de crédito disponíveis, riscos e como evitar dívidas.

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Buscar crédito quando a gente está desempregado costuma ser bem complicado. A falta de um salário fixo assusta os bancos e financeiras, e isso acaba deixando tudo mais burocrático e cheio de exigências.

Mesmo assim, existem alternativas de empréstimo para desempregado, inclusive opções que não exigem comprovação de renda mensal tradicional, desde que você consiga oferecer algum tipo de segurança para a instituição.

A seguir, você vai entender como é possível conseguir empréstimo mesmo estando desempregado, quais são os principais tipos de crédito disponíveis e os cuidados que precisa ter para não se enrolar em dívidas.


Dá para conseguir empréstimo mesmo estando desempregado?

Sim, é possível.
Embora seja mais difícil, algumas instituições oferecem crédito para quem está sem carteira assinada ou renda formal, especialmente por meio dos empréstimos com garantia.

Nesses casos, o cliente oferece um bem de valor — como um carro, moto, imóvel ou até outros tipos de patrimônio — que fica atrelado ao pagamento da dívida.

Isso traz mais segurança para a instituição financeira, porque, se houver inadimplência, ela tem como recuperar o valor emprestado. Para o consumidor, as vantagens costumam ser:

  • Mais chances de aprovação, mesmo sem salário fixo;
  • Taxas de juros menores em comparação com empréstimos sem garantia;
  • Condições de pagamento mais previsíveis e, muitas vezes, prazos maiores.

Quais são os requisitos para conseguir empréstimo estando desempregado?

Ficar sem emprego dificulta, mas não impede totalmente o acesso ao crédito. Em vez de olhar apenas o holerite, a instituição pode analisar outros pontos do seu perfil.

Entre os requisitos que costumam ser considerados, estão:

  • Outras fontes de renda
    Exemplo: aluguel de imóvel, pensão, bicos, trabalhos como autônomo ou rendimentos de investimentos.
  • Histórico de crédito
    Ter um bom score, não acumular dívidas atrasadas e mostrar que costuma honrar seus compromissos financeiros ajuda bastante.
  • Apresentação de garantias (colaterais)
    Um bem em seu nome (imóvel, veículo, saldo de FGTS, por exemplo) pode ser usado para respaldar o empréstimo.

Importante: cada banco, financeira ou fintech tem suas próprias regras internas. Antes de fechar negócio, leia o contrato com atenção, verifique taxas, encargos, prazo total e o que acontece em caso de atraso.


Como são as taxas de juros de empréstimo para desempregado?

As taxas de juros para quem está desempregado variam bastante de acordo com:

  • o tipo de empréstimo escolhido;
  • o nível de risco que a instituição enxerga no seu perfil;
  • a política interna de cada banco, financeira ou fintech.

Como não existe uma renda fixa comprovada, o risco de inadimplência é maior. Em contrapartida, quando há garantia real (como FGTS, imóvel ou veículo), esse risco diminui, e as taxas tendem a ficar mais baixas.

Por isso, se você está em busca de empréstimo para desempregado ou sem renda formal, é fundamental:

  • Pesquisar em várias instituições;
  • Comparar taxas de juros, Custo Efetivo Total (CET), prazo e condições;
  • Preferir opções em que a parcela caiba com folga no seu orçamento atual (e também no futuro, caso a situação demore a melhorar).

Escolher uma linha de crédito com condições mais vantajosas é essencial para não transformar uma solução emergencial em um problema de endividamento difícil de reverter.


Vantagens e desvantagens de fazer um empréstimo desempregado

Antes de assinar qualquer contrato, é importante pesar os prós e contras.

Vantagens

  • Ajuda em emergências financeiras
    Pode ser uma saída para pagar um aluguel atrasado, conta de luz, remédio ou outra urgência.
  • Possibilidade de investir em algo produtivo
    Dependendo do caso, o dinheiro pode ser usado para começar um pequeno negócio, fazer um curso ou se organizar até conseguir um novo trabalho.
  • Flexibilidade de uso
    Na maioria dos empréstimos pessoais, você pode usar o valor como achar melhor.

Desvantagens

  • Risco de se endividar ainda mais
    Sem um bom planejamento, a parcela pode pesar demais no orçamento, especialmente quando ainda não há certeza de quando a renda vai se estabilizar.
  • Pagamento de juros e encargos
    O valor final devolvido ao banco será maior do que o valor recebido, e isso precisa ser considerado com calma.
  • Compromissos contratuais rígidos
    Atrasar ou deixar de pagar pode gerar multa, juros altos e até perda de bens, no caso de empréstimos com garantia.

Tipos de empréstimo para desempregado

Existem algumas modalidades que podem ser acessadas por quem está desempregado ou não tem renda fixa tradicional. Veja as principais:

1. Empréstimo consignado (para quem recebe benefício)

O empréstimo consignado é aquele em que a parcela é descontada automaticamente:

  • da folha de pagamento;
  • ou do benefício do INSS (aposentadoria ou pensão).

Ele é voltado, principalmente, para:

  • aposentados e pensionistas do INSS;
  • servidores públicos;
  • trabalhadores de empresas privadas conveniadas.

Para quem está desempregado, essa opção só é viável se a pessoa já for aposentada, pensionista ou tiver algum outro benefício habilitado para consignado.

As principais vantagens:

  • taxas de juros mais baixas em comparação com empréstimos pessoais comuns;
  • prazos de pagamento maiores.

2. Empréstimo com saldo do FGTS (Antecipação Saque-Aniversário)

O empréstimo com garantia do FGTS, popularmente conhecido como antecipação do Saque-Aniversário, é uma das alternativas que costuma ser bem utilizada por pessoas sem emprego com carteira assinada.

Funciona assim, em linhas gerais:

  • você precisa ter optado pela modalidade Saque-Aniversário do FGTS;
  • a instituição antecipa as parcelas anuais que você teria direito a receber no mês do seu aniversário;
  • o saldo do FGTS fica como garantia do pagamento.

Em muitas instituições é possível antecipar várias parcelas de uma vez, com contratação simples e valor mínimo acessível.
A grande vantagem é que a quitação do empréstimo é feita diretamente via saldo do FGTS, sem impactar o salário mensal.

Para saber quanto conseguiria contratar, basta usar o simulador de empréstimo FGTS da instituição desejada (a maioria das financeiras e fintechs oferece essa ferramenta online).


3. Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal é um tipo de crédito destinado à pessoa física, que pode ser usado para diversas finalidades: pagar contas, organizar dívidas, investir em um projeto, entre outros.

Podem solicitar:

  • trabalhadores autônomos;
  • aposentados e pensionistas;
  • pessoas com carteira assinada;
  • desempregados (desde que atendam aos critérios da instituição).

Por outro lado, como normalmente não há garantia atrelada, as taxas de juros tendem a ser mais altas, justamente pelo maior risco assumido pelo credor.


4. Empréstimo com garantia de imóvel

No empréstimo com garantia de imóvel (também chamado de home equity), o solicitante usa um imóvel em seu nome — casa, apartamento, sala comercial, terreno — como garantia do empréstimo.

Principais características:

  • possibilidade de valores mais altos;
  • juros menores em relação a outras linhas de crédito;
  • prazos longos para pagamento.

Em troca, existe o risco: se a dívida não for paga, a instituição pode retomar o imóvel para quitar o saldo devedor. Por isso, esse tipo de crédito exige muito cuidado e planejamento.


5. Empréstimo com garantia de veículo

No empréstimo com garantia de veículo, um carro, moto ou outro veículo quitado é dado como garantia.

Em geral:

  • as taxas de juros são mais atrativas do que em um empréstimo pessoal sem garantia;
  • há limite de valor, normalmente baseado na tabela de avaliação do veículo (como FIPE).

Assim como no caso do imóvel, o não pagamento pode resultar na perda do bem, então é fundamental ter segurança de que conseguirá arcar com as parcelas.


6. Empréstimo com garantia de celular ou outros bens

Algumas empresas começaram a oferecer crédito usando celular de alto valor ou até outros bens como garantia.

O funcionamento costuma ser semelhante:

  • você cadastra o aparelho;
  • a instituição estima o valor de mercado;
  • o celular é vinculado ao contrato como garantia.

É uma opção para quem não tem imóvel ou veículo quitado, mas possui um aparelho mais caro. Ainda assim, é importante avaliar se faz sentido comprometer esse bem em troca do empréstimo.


Qual é a melhor opção de empréstimo para desempregado?

Não existe uma única resposta que sirva para todo mundo. A melhor opção de empréstimo para desempregado vai depender de fatores como:

  • se você possui saldo de FGTS disponível;
  • se tem algum bem em seu nome (imóvel, veículo, etc.);
  • se recebe benefício do INSS;
  • qual é o seu nível de endividamento atual;
  • em quanto tempo você imagina recuperar sua renda.

De maneira geral, muitas pessoas desempregadas encontram na antecipação do Saque-Aniversário do FGTS uma alternativa interessante, porque:

  • a contratação costuma ser 100% digital;
  • as taxas podem ser mais baixas do que em empréstimos pessoais comuns;
  • o pagamento é feito direto no saldo do FGTS, sem desconto mensal no salário;
  • o dinheiro cai na conta em pouco tempo após a aprovação.

Algumas instituições ainda oferecem seguros de proteção de renda, que ajudam a cobrir parcelas ou garantir uma renda temporária em situações de emergência, como demissão sem justa causa ou perda de renda involuntária. Nesse caso, é essencial ler com atenção as regras, prazos e condições de cobertura.


Antes de decidir, pense nisto:

  • Faça simulações em mais de uma instituição;
  • Verifique o CET (Custo Efetivo Total), não só a taxa de juros;
  • Evite comprometer bens importantes se não tiver segurança de pagamento;
  • Use o empréstimo como último recurso, e não como complemento de renda permanente.

Se usado com planejamento e responsabilidade, o empréstimo pode ser um apoio pontual até a situação financeira melhorar. Mas, sem cuidado, pode virar um peso a mais num momento em que o orçamento já está apertado.

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